13 artistas brasileiros negros que você deveria conhecer

Você provavelmente já conhece Beyonce, Rihanna, Bruno Mars, 50 cent e muitos outros artistas que fazem sucesso mundialmente. Mas você conhece esses artistas negros brasileiros?

Por: Mônica Chaves

Você sabia que mais de 50% da população brasileira se autodeclara preta ou parda? Sabendo disso, quantos artistas brasileiros negros você conhece ou escuta diariamente? Além de artistas renomados como Tim Maia, Alcione, Gilberto Gil e outros, atualmente temos muitos artistas negros sendo revelados. Por isso, essa lista (que não está em ordenada conforme o talento de cada um) tem o objetivo de fazer você relembrar ou conhecer alguns dos artistas negros da atualidade aqui no Brasil. Se você lembrou de alguém que não está aqui na lista pode comentar, assim ajudamos outros artistas a serem reconhecidos. E se você não conhece alguém daqui, aproveite para pesquisar sobre eles!

Se você gosta de ler matérias assim, sobre músicas e consciência negra, confira o primeiro post sobre o RAP Capítulo 4, versículo 3 dos Racionais MC’s

 

IZA

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Além de cantora pop é compositora, apresentadora e publicitária. Ficou conhecida em 2016 após assinar com a gravadora Warner Music. Em 2018 foi indicada ao Grammy Latino pelo seu álbum de estreia “Dona de Mim”. Suas músicas falam sobre empoderamento feminino e orgulho negro. Além de uma linda voz, Iza manda super bem nas coreografias. Ouça e assista aos clipes “Dona de Mim”, “Pesadão” e “Ginga”.

 

Emicida

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É um dos rappers mais conhecidos do país revelado nos anos 2000. Além de vencer prêmios da MTV Vídeo Music Brasil em 2011 e 2012, venceu no Prêmio Multishow e foi indicado ao Grammy Latino 2016 e 2017. Atualmente escreveu o livro infantil “Amora” onde conta através de poesias a importância de se reconhecer no mundo e nos orgulhamos de nossos detalhes. Vale a pena conhecer seu albúm “Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa…” (2015)

 

Valéria (Houston)

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É uma artista trans que começou sua carreira fazendo covers da cantora Whitney Houston. Militante contra a transfobia, Valéria já levou sua voz a Paris, e também foi semifinalista do programa de talentos “Astros”. Já cantou o Hino nacional na abertura do XIV Seminário LGBT do Congresso Nacional, em Brasília. Pra se arrepiar ao som dessa voz poderosa escute “Controversas”, “Esmalte velho” e sua versão de “Ne me quitte pas”.

 

Criolo

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É um rapper brasileiro que começou sua carreira em batalhas de rima em 1989 e lançou seu primeiro álbum em 2006, “ainda há tempo”. Ganhou prêmios da MTV Vídeo Music Brasil em 2011 e 2012 e já foi indicado ao prêmio Hútuz (festival criado pela Central única das favelas). Já teve músicas interpretadas por Ney Matogrosso e cantou ao lado de Caetano Veloso. E também já atuou em 6 filmes brasileiros – é muito talento né? Vale a pena conhecer seus álbuns “Ainda há tempo” e “Convoque seu Buda”.

 

Liniker

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É o vocalista da banda Liniker e os Caramelows. Sua voz as vezes rouca às vezes limpa cria uma mistura de black music brasileira com pop. Fez uma participação emocionante na série original da netflix “3%”, cantando “Preciso me encontrar”. Seu estilo andrógino mistura bigode, batom, turbante e saia. O conceito visual não compõe apenas um show, mas desconstrói elementos de uma cultura conservadora. Escute e assista ao clipe de “Flutua” – sem chorar – e o single “zero”.   

 

Ludmilla

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A funkeira começou sua carreira com nome artístico “MC Beyonce” e hoje é reconhecida em todo país por seu próprio nome. Já venceu o prêmio “Radio Music Awards Brasil” na categoria Revelação em 2014, e em 2015 na categoria Melhor Coreografia. Já foi alvo de ataques racistas em suas redes sociais e sua persistência como cantora de funk empodera mulheres a ocuparem diferentes gêneros musicais. Se você ainda não escutou “Te ensinei certin” e “24 horas por dia” escute agora- e dance muito!

 

Rincon Sapiência

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Ele começou sua carreira de rapper em 2000, mas foi reconhecido após o lançamento do single “Elegância”. Rincon desenvolve oficinas e atividades sociais em favelas. Venceu as três categorias que foi indicado no Prêmio Multishow de 2017. Já gravou participações com Iza e Nx zero. Suas músicas denunciam desigualdades sociais e orgulho negro, escute “Ponta de Lança” e “Afro Rep”.

 

Karol Conka

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Além de cantora e compositora, Karol é atriz, modelo e produtora. Sua música exalta o poder das mulheres. A cantora é uma importante ativista do feminismo, já falou abertamente sobre ter sofrido preconceito por ser mãe solteira no início de sua carreira – vale a pena conhecer sua trajetória. Ela já venceu prêmios Multishow e fez participações especiais na TV. Escute “Tombei”, “Lista Vip” e “100% feminista”.

 

Larissa Luz

A baiana começou a estudar canto aos 10 anos. Integrou a banda Ara Ketu entre 2007 e 2012 Foi indicada ao Grammy Latino de 2016 na categoria de Melhor Álbum PopContemporâneo em Língua Portuguesa. Suas músicas falam sobre racismo, feminismo e negritude. E dá pra dançar muito! Conheça “Meu sexo” e “Bonecas Pretas”.

Rico Dalasam

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É um cantor, compositor e rapper abertamente gay e representante da comunidade LGBT. Seu disco de estreia foi Orgunga de 2016, o título faz referência às palavras “Orgulho, negro e gay”. Foi muito reconhecido após o lançamento do clipe “Todo dia” ao lado de Pablo Vittar, lembrou? Escute “Aceite-C” e “Paz, coroas e tronos”.

 

Drik Barbosa

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É uma Mc que conheceu o RAP através de batalhas de rimas. Passou a ser reconhecida por diferentes Mc’s, ao lado de Emicida colaborou na trilha sonora do filme “O menino e o Mundo” (indicado ao Oscar). Escute “Mandume” – com a participação de vários rappers, “Pra eternizar” e “Banho de chuva”.   

 

Rael

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Começou sua carreira aos 16 anos, fez participação no documentário norte-americano Global Lives com a canção “Vejo Depois”. Ao lado de Emicida foi indicado ao Grammy Latino de 2017 de melhor Canção Urbana com “A chapa é quente”. Se você ainda não conhece, escute “Envolvidão” e “Rouxinol” e muitas outras que ressaltam sua poesia e voz forte.

Flávio Renegado

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canta Funk, RAP, Reggae, Samba e MPB – com muito talento. Por ser de origem da favela se tornou um importante ativista social, já venceu o prêmio Hutuz de “Artista Revelação 2008” e foi convidado para tocar no Rock in Rio em 2013. Apesar de não estar tão presente nas grandes mídias suas músicas ultrapassam sua nacionalidade. Escute “Alto vera Cruz/Havana” e “Santo Errado”.

SOBRE O AUTOR

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