Atypical é a série mais neném da Netflix

Pinguins, risadas e autismo. Esses são os elementos que fazem parte de Atypical e tornaram ela uma das séries mais encantadoras da Netflix.

A segunda temporada de Atypal chegou no catálogo da Netflix no dia 7 de setembro, mas muita gente ainda não viu a primeira. Se você é uma dessas pessoas, eu estou aqui pra te convencer a maratonar. Atypical é uma das séries mais xuxus que existem e eu vou provar isso.

O seriado é produzido pela Netflix e foi lançado ano passado. A primeira temporada tem oito episódios e a segunda dez. Eu consegui assistir em um dia, acredito que você também consiga. A série tem a direção de Robia Rashid, que esteve na equipe de How I Met Your Mother.

Todo mundo é um pouco Atypical

Antes de tudo, você precisa saber que Atypical vem para quebrar muitos preconceitos. A série conta a história de Sam (Keir Gilchrist), um jovem de 18 anos que está à procura de uma namorada. Até aí, tudo padrão, tirando o fato do nosso protagonista ter autismo. Mas não se engane, apesar do tema sério, Atypical tem muito humor.

Não tem mulher que resista a um sorriso desses.

Não tem mulher que resista a um sorriso desses.

Então, deixa eu te explicar o nome da série. “Atypical” significa “atípico” em português, que se refere a algo incomum ou raro. O Sam é exatamente isso. Alguns autistas desenvolvem um “super talento” em determinadas áreas – psiquiatras me perdoem se eu estiver falando algo errado – nesse caso, é a biologia. Ele entende tudo sobre animais, principalmente pinguins. Pois é, além de dar boas risadas, você também aprende sobre a Antártida.

Apesar de estar satisfeito com a sua vida, Sam sente o desejo de ter uma namorada e experimentar novas sensações. Com a ajuda da terapeuta Julia (Amy Okuda) e do amigo doidão Zahid (Nik Dodani), ele resolve investir nessa ideia. A partir disso, a gente vê o quanto em comum temos com o Sam. Afinal, relacionamento é algo difícil para todo mundo.

Atypical e os relacionamentos

A série utiliza dessa busca por independência do Sam, para falar sobre autodescobertas e relacionamentos. A mãe, Elsa (Jennifer Leigh), dedicou a vida inteira ao filho e sente perdida com a nova fase dele. O pai, Doug (Michael Rapaport), passou muito anos sem saber lidar com a doença e, agora, busca uma aproximação entre os dois. A irmã, Casey (Brigette Lundy-Paine), tenta conciliar o amor que sente pelo irmão e a frustração em perceber que a prioridade dos pais será sempre ele.

Essa família é muito unida e também muito ouriçada.

Essa família é muito unida e também muito ouriçada.

Além disso, Atypical promove cenas muito hilárias. As melhores são entre o Sam e Zahid, seu amigo pegador que entende tudo de relacionamentos e mulheres, ou não. Diferente do protagonista, ele não possui autismo e é muito interessante a relação dos dois. Sabe aquele personagem coadjuvante que rouba a cena? Pois é. Outro relacionamento que chama a atenção é o do Sam e da Casey. O transtorno não faz com que ela deixe de exercer sua função de irmã mais nova: encher o saco. Ao mesmo tempo que ela defende o irmão de outras pessoas, provoca ele até o limite. No fim, a relação deles acaba sendo linda e muito engraçada.

Sentar em cima do seu irmão. Quem nunca, né?

Sentar em cima do seu irmão. Quem nunca, né?

Os ensinamentos que Atypical me trouxe

Sinceramente, antes de assistir a série, eu tinha um conhecimento bem pequeno sobre o autismo. Atypical me ajudou  a entender melhor o que se passa na cabeça de uma pessoa que tem o transtorno. Para o Sam, tudo é literal e ele não consegue entender porque tem gente que se ofende com a realidade. Isso exige dele um esforço muito grande, que pessoas fora do espectro não conseguem e, às vezes, nem tentam entender.

Sam e Paige, eu shippo.

Sam e Paige, eu shippo.

Além disso, preciso dar créditos ao ator Keir Gilchrist. Ele conseguiu interpretar muito bem o personagem. Claro, não sou capaz de opinar sobre a atuação estar de acordo ou não com a realidade, mas eu gostei muito. Na verdade, todos os personagens são bem interpretados e possuem boas histórias, isso faz com que ninguém esteja ali só pra “bonito”.

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Por fim, Atypical é aquele tipo de série que você assiste de tarde, comendo um bolo, de boas no sofá. Sim, ela traz discussões muito importantes, mas de uma forma leve e tentando ao máximo não cair no clichê. Nunca pensei que um tema como o autismo pudesse render algo tão encantador e, ao mesmo tempo, tão engraçado. Eu realmente me apeguei ao Sam, apesar de ele ser irritante às vezes. No fim, a gente acaba percebendo que ele é só mais um adolescente normal e que os atypical somos nós.

“Todas as garotas são bonitas do seu jeito. Como um floco de neve em uma tempestade sazonal na Antártida” – Sam

 

SOBRE O AUTOR

Eduarda Toledo

Estudante de Jornalismo, apaixonada por Artes Cênicas e, agora, blogueirinha.

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