A emocionante história de Freddie Mercury, do Queen

Bohemian Rhapsody estreia hoje, dia 1 de novembro, e mostra a ascensão do Queen através da vida do icônico Freddie […]

Bohemian Rhapsody estreia hoje, dia 1 de novembro, e mostra a ascensão do Queen através da vida do icônico Freddie Mercury, mostrando  suas paixões, dramas e principais problemas. A direção é do Bryan Singer e o roteiro é assinado por Anthony McCarten, indicado ao Oscar por “A Teoria de Tudo“.

Depois de assistir ao trailler, estava muito curiosa sobre esta cinebiografia. Felizmente, ela não me decepcionou. O filme começa (e termina) com a histórica apresentação do Queen no Live Aid. O Live Aid foi um dos maiores shows da história, sendo transmitido para mais de 1 milhão de pessoas pela televisão em julho de 1985. Porém, a grande questão do filme é justamente como o Freddie Mercury surgiu e ajudou o Queen a chegar nesse patamar.

Nascido Farrokh Bulsara , Freddie Mercury sempre foi criativo, ousado e muito excêntrico. Nesse ponto, o filme é bastante claro, mostrando bem suas paixões, peculiaridades e problemas. A atuação de Rami Malek está impecável, fazendo direitinho os trejeitos do cantor sem parecer caricato. Os outros membros da banda também estão muito parecidos, especialmente o guitarrista Brian May – vivido por Gwilym Lee . Outro destaque é a atriz Lucy Boynton, que interpreta a esposa e amiga fiel de Freddie, Mary Austin. Ah, o ator Rami Malek não canta oficialmente as músicas. O que ouvimos é uma mixagem entre a voz do Freddie e a de outro cantor, inclusive o áudio da apresentação do Live Aid é o original.

Conheça vários atores que também são cantores

O processo criativo da faixa-título “Bohemian Rhapsody” é um dos destaques do filme. O espectador consegue vivenciar e entender de onde veio a ideia da icônica faixa de seis minutos, sua recepção pela crítica e muito mais. Além disso, várias outras criações são bastante interessantes como a de “We Will Rock You” e “Love of My Life“.

O filme visa agradar os fãs, mas comete alguns erros

Os principais pontos da carreira de Freddie no Queen são apresentados, como: o show no Rock in Rio, as criações dos principais álbuns, entre outros. Porém, com exceção da criação de “Bohemian Rhapsody“, os demais momentos são muito pouco detalhados. Compreensível, para que o filme não fique tão extenso, porém sentido. Outra coisa que os mais fãs podem percebem são alguns erros de cronologia, coisas que acontecem fora de ordem, fatos importantes omitidos, etc. Embora contar a cinebiografia de uma das bandas mais marcantes da história do rock não fosse uma tarefa simples mesmo, acho que a produção fez seu melhor.

Outra questão interessante em “Bohemian Rhapsody” é a forma como a sexualidade e doença de Freddie são tratadas. Embora o filme vise tornar uma experiência mais amigável à qualquer idade, isto é um ponto crucial para a história. De forma sutil, isto acaba tomando o tempo necessário em tela, sem omitir os beijos e interesse entre Freddie e outros homens.

Quanto à questão da AIDS, o filme mostra discretamente. Vemos o artista tomando conhecimento do avanço da epidemia na televisão, problemas perceptíveis em sua voz por conta da saúde e nos traz uma cena bem emocionante em que ele conta para os colegas que sofre da doença. Só isso. Sem estender para a piora do quadro ou trazer este sofrimento às telas.

Eu adorei o filme! Apesar das questões que trouxe acima, achei que “Bohemian Rhapsody” conseguiu contar muito bem os principais pontos na carreira do Freddie e ao mesmo tempo nos emocionar muito com todas as canções! Recomendo assistir no cinema para que a experiência audiovisual seja completa! Para ter uma ideia do filme, assista ao trailer abaixo:

Nota: 4/5

SOBRE O AUTOR

Maria Eduarda Michael

Publicitária apaixonada por shows e pelo U2.

COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.