Documentário “Miss Americana” de Taylor Swift e posicionamentos de sua carreira

Taylor Swift apresenta seu novo documentário “Miss Americana” e seus posicionamentos pessoais.

Após o lançamento do álbum Lover, Taylor Swift retorna para mídia com seu primeiro documentário “Miss Americana”. Apresentado pela Netflix, o documentário irá abordar sobre a vida pessoal da cantora, as controvérsias de sua carreira e seus momentos nos palcos. Além disso, Taylor decide mostrar seu lado político, suas composições e seus segredos. “Miss Americana” estreia no Netflix dia 31 de janeiro.

A gravação do documentário iniciou após seu penúltimo disco “Reputation” (2017). Vale ressaltar que não é uma produção sobre toda a história da cantora, e sim sobre o tempo em que Taylor ficou longe dos holofotes. Assista ao Trailer:

No trailer a compositora de “Blank Space” diz: “Em toda a minha carreira, executivos de gravadoras me disseram: ‘Uma boa garota não força suas opiniões às pessoas. Uma boa garota sorri, acena e diz obrigada’. Eu me tornei a pessoa que todos queriam que eu fosse”.

Além disso, ela ressaltou: “Ninguém me viu fisicamente por um ano. Eu tive que desconstruir um sistema inteiro de crenças, jogar fora e rejeitá-lo. Isso me acordou para o sentimento de que eu estava constantemente lutando pelo respeito das pessoas”.

Swift, se afastou dos palcos para cuidar da sua imagem e ficou cerca de um ano sem aparecer na mídia.

Posicionamentos revelados

Como relatado, a cantora diz ter sofrido uma grande pressão por parte de seus produtores, Taylor acredita que sua personalidade ficou silenciada por muitos anos. Em consequência disso, a cantora acabou se inibindo de alguns assuntos como política, direitos LGBTQ, universo feminista e mais, com o tempo, os fãs e a própria mídia começaram a cobrar um posicionamento de Taylor.

Em entrevistas, Swift reconhece que por muitos anos ficou fechada em seus pensamentos, acreditava que não podia opinar sobre certos assuntos por não pertencer à comunidade.

Sobre sexismo a artista já comentou: “Quando eu era adolescente, ouvia as pessoas falando sobre sexismo na indústria musical e pensava ‘Não vejo, não entendo’. E aí entendi que era por que eu era criança. Homens da indústria me viam como uma criança. Eu era essa garotinha lânguida, magricela e animada demais que os lembravam mais de sua sobrinha ou filha do que uma mulher bem-sucedida nos negócios, ou uma colega. No segundo que virei mulher, na percepção das pessoas, foi quando comecei a ver”, diz Taylor Swift. 

Em 2018, a cantora quebrou o silêncio e pela primeira vez falou sobre política em uma publicação em seu Instagram. Tay escreveu em sua legenda: “Não posso votar em alguém que não está disposto a lutar por dignidade para TODOS os americanos, indiferente da cor da pele, gênero ou quem eles amam”, justificou.

View this post on Instagram

I’m writing this post about the upcoming midterm elections on November 6th, in which I’ll be voting in the state of Tennessee. In the past I’ve been reluctant to publicly voice my political opinions, but due to several events in my life and in the world in the past two years, I feel very differently about that now. I always have and always will cast my vote based on which candidate will protect and fight for the human rights I believe we all deserve in this country. I believe in the fight for LGBTQ rights, and that any form of discrimination based on sexual orientation or gender is WRONG. I believe that the systemic racism we still see in this country towards people of color is terrifying, sickening and prevalent. I cannot vote for someone who will not be willing to fight for dignity for ALL Americans, no matter their skin color, gender or who they love. Running for Senate in the state of Tennessee is a woman named Marsha Blackburn. As much as I have in the past and would like to continue voting for women in office, I cannot support Marsha Blackburn. Her voting record in Congress appalls and terrifies me. She voted against equal pay for women. She voted against the Reauthorization of the Violence Against Women Act, which attempts to protect women from domestic violence, stalking, and date rape. She believes businesses have a right to refuse service to gay couples. She also believes they should not have the right to marry. These are not MY Tennessee values. I will be voting for Phil Bredesen for Senate and Jim Cooper for House of Representatives. Please, please educate yourself on the candidates running in your state and vote based on who most closely represents your values. For a lot of us, we may never find a candidate or party with whom we agree 100% on every issue, but we have to vote anyway. So many intelligent, thoughtful, self-possessed people have turned 18 in the past two years and now have the right and privilege to make their vote count. But first you need to register, which is quick and easy to do. October 9th is the LAST DAY to register to vote in the state of TN. Go to vote.org and you can find all the info. Happy Voting! 🗳😃🌈

A post shared by Taylor Swift (@taylorswift) on

Além dos discursos…

Além disso, a cantora vem mostrando seu apoio a causa LGBTQ, se liga no clipe:

Taylor contou com a presença do elenco de RuPaul’s Drag Race, Ellen Degeneres e outros famosos da pertencentes a comunidade LGBTQ para produzir o vídeo. A cantora também surpreendeu a todos convidando Katy Perry para participar do clipe e selar de vez a reconciliação das duas.

É notória a evolução pessoal da cantora. Taylor passou a reconhecer que podia usar de sua visibilidade como artista para dar voz a causas sociais que precisam ser discutidas dentro de uma sociedade que ainda é muito conservadora.

Contem aqui nos comentários o que vocês estão achando da nova trajetória de Taylor Swift 🙂

SOBRE O AUTOR

Milena Mello

COMENTÁRIOS

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.