Emmy 2018: porque torcemos por The Handmaid’s Tale

A Academia de Artes e Ciências Televisivas divulgou a lista de indicados ao 70º Emmy Awards e nós já começamos […]

A Academia de Artes e Ciências Televisivas divulgou a lista de indicados ao 70º Emmy Awards e nós já começamos a fazer as nossas apostas! Game of Thrones é a campeã de indicações, com 22 categorias diferentes. Em seguida vem Westworld, com 21 indicações; Saturday Night Live, também com 21 indicações e The Handmaid’s Tale, com 20 indicações. O Emmy Awards 2018 vai acontecer no dia 17 de setembro e contará com a apresentação dos roteiristas do programa Saturday Night Live: Colin Jost e Michael Che.

Apesar de saber que as chances de qualquer série diminuem muito quando concorrem com Game of Thrones, fica a esperança de que outra grande premiada leve o título de melhor série de drama: The Handmaid’s Tale (̶T̶h̶i̶s̶ I̶s̶ U̶s̶,̶ d̶e̶s̶c̶u̶l̶p̶a̶!̶)̶.

Entenda “The Handmaid’s Tale”

 

Mas explico o porquê! Com uma trama extremamente representativa dos tempos atuais e, por isso, bastante política, The Handmaid’s Tale trouxe, nessa segunda temporada, as peças que faltavam para o quebra-cabeça. Desenvolvida com base no romance de 1985 da escritora canadense Margaret Atwood, a série se passa em um “futuro distópico” n̶̶̶e̶̶̶m̶̶̶ t̶̶̶ã̶̶̶o̶̶̶ d̶̶̶i̶̶̶s̶̶̶t̶̶̶a̶̶̶n̶̶̶t̶̶̶e̶̶ d̶̶̶o̶̶̶ p̶̶̶r̶̶̶e̶̶̶s̶̶̶e̶̶̶n̶̶̶t̶̶̶e̶̶̶,̶̶̶ v̶a̶l̶e̶ d̶e̶s̶t̶a̶c̶a̶r onde nossa protagonista Offred (Elisabeth Moss) vive em uma sociedade totalitária. Com a taxa de natalidade em queda e líderes religiosos fundamentalistas, as poucas mulheres férteis que sobraram na sociedade se tornaram serviçais de famílias da elite, para que pudessem parir seus filhos.

A trama mostra que tudo começou com as mulheres perdendo direitos (por exemplo no mercado de trabalho) e a repressão às manifestações aumentando. A população LGBT começou a ser morta e muitos homens gays foram enforcados em praça pública, para servir de exemplo. Depois de todo esse processo inicial, a população começou a tratar seus pares, isso é, seus vizinhos e conhecidos, como possíveis delatores. E sem saber a quem se unir, ficou bem mais difícil criar grupos contrários ao governo. É assim que The Handmaid’s Tale se propõe a discutir o papel da religião e do conservadorismo na sociedade, mas também o papel das mulheres e das nossas lutas. Coisa que pra muita gente poderia ter acabado quando as mulheres brancas conquistaram o direito ao voto,  ̶p̶o̶r̶q̶u̶e̶ a̶g̶o̶r̶a̶ o̶ m̶u̶n̶d̶o̶ j̶á̶ t̶á̶ c̶h̶a̶t̶o̶, n̶é̶?̶

Ao longo de duas temporadas a história se desenvolveu o suficiente para deixar o público muito ansioso pela continuação mas, principalmente, nos fez pensar muito sobre o mundo em que vivemos. E caso você ainda não tenha visto, confere logo as primeiras temporadas e já prepara a pipoca, porque a maratona vai ser longa, mas necessária. Ainda dá tempo de se atualizar antes dos novos episódios, que só chegam em 2019.

SOBRE O AUTOR

Caroline Musskopf

Estudante de jornalismo metida a inteligente.

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