Funk é cultura?

Talk Mix entrevista Fredi “Chernobyl” Endres sobre as características do gênero e seu valor enquanto movimento musical

Tudo começou em mais uma edição do Grammy, no dia 14 de março de 2021. Durante a apresentação da cantora Cardi B, a troca de músicas apresenta uma batida conhecida pelo brasileiro: o funk. Entre beats marcados e a melodia criada por Pedro Sampaio, um sonoro “fica de quatro” ecoa no estádio Staples Center, em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde o evento era realizado. Pronto, ali se dava o estopim para recomeçar uma discussão.

Rick Bonadio, produtor musical brasileiro, se pronunciou em sua conta na rede social: “Barulho que fazem por causa de 15 segundos de funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse ‘fica de quatro!”. Após sua fala, cantoras como Anitta, Lexa e Valeska Popozuda manifestaram repúdio contra Bonadio. As discussões movimentaram a internet, chegando a se tornar um dos assuntos mais comentados do Twitter.

Mas muito além da briga de famosos na internet, o centro deste bate papo já é uma discussão antiga, que nasceu na época dos clássicos Rap do Solitário ou dos grupos Bonde do Tigrão e Furacão 2000. Afinal, funk é cultura? Para falar sobre o assunto, os alunos de jornalismo da Ulbra Canoas, Bianca Costa, Luis Felipe Figueiredo e Naira Nunes convidaram, para este episódio do Talk Mix, o músico, compositor e estudante de funk FrediChernobyl Endres, que, já de início, destacou que cultura não é somente a música erudita. “Aqueles que acham que funk não é cultura, não sabem nada de cultura!”, afirmou ele. Você concorda?

Confira a conversa que o grupo teve e as opiniões do guitarrista da clássica banda gaúcha Comunidade Nin-Jitsu.

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