“Hey Jude” completa 50 anos consolando pessoas

Não, você não precisa carregar o mundo nas suas costas. E essa é provavelmente a verdade mais libertadora que o Beatles poderia presentear o mundo com “Hey Jude”.

“Hey Jude” completou 50 anos. Durante meio século, a música dos Beatles produzida para o álbum The White Album (o álbum branco, literalmente) teve um papel quase social: trazer consolo, esperança e motivação para qualquer um que a escute. Em 1968, a vida podia ser diferente, mas os dramas pessoais sempre procuram um jeito de se perpetuar. Não necessariamente na vida da mesma pessoa, mas na história da humanidade. Escrita para John Lennon, ela também foi escrita para Cynthia, ex-esposa de John. E para qualquer pessoa.

 

Na, na, na, NA NA NA NA – um ritmo para todos

Com uma letra simples e fácil de cantar, a música facilmente atingiu o topo do USA Charts durante 9 semanas. Além do mais, é considerada a melhor música da banda – numa categoria de “mais ouvida”. E a letra se repete de um jeito quase que determinante para você cantar junto. Não é a toa que professores de inglês a recomendam para aprender o idioma.

 

 

A sensação de “vai dar tudo certo” é constante. Mas só se você for lá e buscar isso. Esse é o tipo de música que te motiva a sofrer e entender que a dor faz parte do processo. Inegavelmente que a música é inspirada em sensações e situações que realmente ocorreram na vida dos Beatles. Principalmente na relação John Lennon – Paul McCartney.

 

“Hey Jude” ou “Hey Jules”?

 

Segundo a revista Rolling Stone, a mudança de comportamento de John foi determinante para a resposta de McCartney através da composição da música. Lennon tinha se divorciado há pouco tempo de sua esposa, Cynthia, e deixado o filho, Julian. Enquanto isso, o mundo focava no caso Yoko Uno e como era chocante a japonesa ser a causa de tanta separação na vida de Lennon. No entanto, não seria uma pessoa a separar os Beatles anos mais tarde, principalmente pelo fato deles serem grandes artistas comprometidos com a sua música.

 

 

Paul compôs “Hey Jude” para Cynthia e Julian, especialmente por pensar em como ambos estavam devastados com a perda de Lennon na sua vida. Não por menos, o jovem Jules tinha na época 5 anos. E isso pode ser visto no verso “take a sad song and make it better”. John, por sua vez, sempre acreditou que o amigo a criou para ele e Yoko. Em uma maneira de aprovar o relacionamento com “go out and get her”, Lennon viu consentimento do novo relacionamento pelo amigo.

“Hey Jude” é um tributo para tudo que os Beatles amavam e respeitavam um do outro. Assim, de uma forma quase mágica que demonstra perfeitamente a sincronia, construíram uma música que explorava o melhor de cada um. O piano de Paul, a voz rouca de John, a emoção – só expressada através da bateria – de Ringo e a seriedade de George.

Na mesma década, a música conduziu um mundo em guerra, assassinatos e protestos, característicos dos anos 60 e 70. Consequentemente, a cena do musical em homenagem à banda (Across The Universeé emocionante.

SOBRE O AUTOR

Ana Szezecinski

Aquela do sobrenome complicado e que usa protetor solar 50. Jornalista.

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