“Love Story” de Taylor Swift completa 10 anos

10 anos e uma Taylor Swift muito mudada. Relembre “Love Story”, o clipe que chamou a atenção do mundo e impulsionou a carreira da estrela de 100 prêmios.

Há 10 anos atrás o mundo era muito diferente. George W. Bush era presidente dos Estados Unidos, ainda que Barack Obama estivesse concorrendo nas eleições. A ideia de inovar a política, tornando ela mais jovem e diversificada convenceu os eleitores norteamericanos e levou Obama à vitória alou, Trump?. No entretenimento, as filas de cinema estavam lotadas de garotas com a franja cobrindo os olhos e esperando ansiosamente pelo fenômeno Crepúsculo. E claro: se apaixonar por Robert Pattinson e Taylor Lautner na briga Team Edward vs Team Jacob. No youtube e na MTV, no entanto, o ano de 2008 foi um prato cheio para a indústria musical, com Beyoncé, Rihanna e Lady Gaga surpreendendo a todos. Mas não era só de mulherões que a música se encontrava. Era também o início da era Taylor Swift. Hoje se completam 10 anos do lançamento de “Love Story”, de Taylor Swift. 

 

A música há 10 anos

Em um mundo onde Paramore era a maior sensação “emo”, Taylor Swift conquistou novos fãs. Entenda que, ser “emo”, não era só uma questão de cortar o cabelo como Hayley WilliamsEra, em verdade, uma questão de escolha de vida: sentir emoção e aceitar isso. Ao mostrar isso para o mundo através de franjas que dificultavam sua visão, era obviamente necessário usar muitas listras na roupa. Portanto, pode-se dizer que a jogada de Swift com uma música romântica, country e com vestidos longos era, no mínimo, ousada. Por outro lado, a ideia de abraçar a emoção ainda estava ali e talvez ela alcançasse um público novo. Esse era o início de sua carreira pop – mesmo que ninguém soubesse.

Ainda que tivesse começado sua carreira em 2006 com o álbum que levava seu nome, Swift era mais conhecida no mundo country. Quando lançou “Love Story” (2008), ela se apresentava como uma jovem delicada, elegante e romântica. Sem falar que era dona de grandes cabelos cacheados e loiros. Em pouco tempo, os ouvintes/expectadores começaram a falar dela e recomendar assistir o vídeo. Afinal, o trabalho era tão bonito de se ver que tinha a obrigação de ser compartilhado.

 

 

E não era a toa: o clipe tinha um tom pastel extremamente agradável, roupas finíssimas e bailes de gala. Como narrativa, ele contava um flashback que dois jovens universitários tiveram ao se ver pela primeira vez. Nele, a história de um amor complicado, alá Romeu e Julieta – mas sem morte. De alguma forma, todos os adolescentes emos (e os não-emos) então começaram a aceitar que queriam coisas românticas e sonhos de “romance”.

 

“Love Story” como o início de músicas românticas

Claro que músicas amorzinho já estavam sendo produzidas há incontáveis anos. Porém, Taylor foi diferente. Ela era a cantora que com muita delicadeza, cantava sobre corações partidos, desilusões de jovens de 15 anos. Sem falar dos encontros amorosos com conexão espiritual. Além do papel social da música de identificação, os adolescentes apaixonados basicamente se jogaram em Taylor Swift.

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E desde então, ela não parou mais. No mesmo ano, ganhou 3 prêmios no Country Music Awards; 3 no American Music Awards; Revelação no Grammy Awards e no MTV Video Music Awards. Não vou nem citar o resto deles porque é muita coisa. E só em um ano. Ao longo desses 10 anos, a artista ganhou mais de 100 prêmios em diferentes categorias

 

Uma Taylor diferente

10 anos sendo uma estrela “delicada” e bem-sucedida mudam uma pessoa. Principalmente na indústria musical. Taylor cresceu no mercado e mudou. A estrela de “Love Story” não é a mesma desde seu estouro com o clipe – e demonstrou tudo isso em seus álbuns e videoclipes subsequentes. Ela aprendeu a rir de si mesma, alfinetar que a prejudica, a construir relacionamentos fortes com seu squad e a valorizar o amor. Que venham mais anos.

 

 

SOBRE O AUTOR

Ana Szezecinski

Aquela do sobrenome complicado e que usa protetor solar 50. Jornalista.

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