O amor não vale a pena se não bate em teu peito em um ritmo frenético.

Dedique esse texto de hoje para o amor da sua vida nos comentários!

Não vale a pena

Se isto é o fim, não vale a pena.

Se nenhuma perspectiva parece a certa, não vale a pena. 

Se o tropeço é maior do que a tua montanha, não vale a pena.

Se teus poros não suarem indignação e ela não impregnar em tuas roupas com aquele cheiro acre, não vale a pena.

Se não perdes noites de sono, pensando no que podes fazer à respeito, não vale a pena. 

Não vale a pena, se não bate em teu peito em um ritmo frenético.

Não vale a pena, se não pulsa no sangue das tuas veias.Não vale a pena, se não sentes um calafrio na espinha.

Quando não sobe pelo teu corpo, 

quando não te queima,

quando não te afoga, 

quando não te machuca,

quando a perspectiva de uma vida sem isto lhe parece agradável ou aceitável,

não vale a pena. 

Se teus dedos cegos encontram o caminho das teclas,   

se sai de ti como bala de revólver,

se flutua contigo a cada pedaço do caminho,

se emudece a multidão contrária,

se acalma a tempestade,

se cria o incêndio,

se não consegues imaginar sentido em uma vida sem isto,

se tua mente e teu corpo e teu coração sangram e te puxam e te carregam, 

se compreendes que não é a chegada que importa, mas sim a jornada,

então, 

e somente então,

vale a pena. 

SOBRE O AUTOR

Guilherme Martins

Escreve coisas e deixa o cabelo crescer de vez em quando. Publicou seu primeiro livro ano passado, uma coletânea de contos intitulada Os Fantasmas de Lídia.

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