Peru recebe Brasil em Festival de Folclore com o Grupo de Dança Andanças

Entre corridas no palco, ajustes finais nas saias das bailarinas e reclamações de “tô com fome”, o grupo de dança Andanças […]

Entre corridas no palco, ajustes finais nas saias das bailarinas e reclamações de “tô com fome”, o grupo de dança Andanças se preparava para a última apresentação, em formato de amostra, que antecede a grande viagem para o XI Encontro Mundial de Folclore Meu Peru 2018. O clima era informal: com objetivo de arrecadar dinheiro para a viagem, tinha como plateia rostos alegres, que orgulhosos falavam para seus vizinhos: “é minha filha!”. Sem cerimônia, o diretor Clóvis Rocha iniciou os trabalhos da noite.

O GRUPO

Foto: Camila da Cunha

O Andanças é um grupo há 18 anos, composto por 36 bailarinos não profissionais que fazem danças e músicas ao vivo de artes populares brasileiras. Samba, Carnaval, Forró, Frevo, Maculelê, Afro, Xaxado e Capoeira são alguns exemplos, além das tradicionais da Argentina, do Rio Grande do Sul e do Pará. Ele surgiu como projeto de extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

O Andanças recebeu o prêmio de melhor Grupo de Folclore do RS em 2013 e seu diretor recebeu o prêmio Açoriano de Danças como personalidade do ano em 2013. Sem falar do apoio da ABRASOFFA (Associação Brasileira de Organizadores de Festivais de Folclore e Artesanato), entidade ligada ao IOV e a UNESCO.

Já representou o Brasil país na França (2002 e 2014), República Tcheca (2004), Chile (2010 e 2015), Grécia (2011), Argentina (2012), Itália (2013), México (2014) e Chile (2015). O grupo já foi convidado a representar o Brasil em festivais no Paraguai, Portugal, Holanda, Israel, Filipinas, Peru, Equador, Estados Unidos, e Coréia, durante as Festividades da Copa do Mundo de Futebol.​ A boa da vez é se apresentar no festival de danças folclóricas do Peru – os bailarinos JÁ embarcaram no evento que vai do dia 08 até o dia 10 de março.

Além de TUDO ISSO, o grupo foi indicado ao Prêmio Açorianos 2017 na categoria “Destaque em danças folclóricas e étnicas”, pelo espetáculo “Brasileirada: uma história de amor”, que mistura teatro e dança.

BAILARINOS E SUSTOS

Com a seleção de novos bailarinos feita em agosto, a amostra te deixa com muita vontade de ver o progresso dos artistas, bem no estilo de filmes de Sessão da Tarde (como todas as sequências de “Se Ela Dança, Eu Danço”).

Visando a compreensão do público, Rocha brinca com as palavras e sons ao explicar a cultura que justifica as danças: ora, você sabia que a dança Maculelê era uma arte marcial armada? Claro que atualmente só simula uma luta tribal usando como arma dois bastões, chamados de grimas (esgrimas), com os quais os participantes “lutam” no ritmo da música*.

Mas a gente percebe o envolvimento que o grupo tem com o público quando, num dos passos do samba, o bailarino deu uma tremida nas pernas ao girar sua parceira e nós ficamos:

A seleção dos dançarinos não condena ninguém: você não precisa ter um corpo de atleta para participar, só querer dançar – e se comprometer com isso. Mas haja folego! Principalmente se você for dançar forró.

Eu dançando

EQUIPE

Foto: Camila da Cunha

A equipe é dirigida artisticamente por Cláudia Dutra, com coreografia de Belize Leite, Clóvis Rocha, Edinho Dornelles e Rosa Volkweis. A galera que fica dançando prá lá e prá cá no palco é: Aghata Neves, Alexandre Oliveira, Aline Neves, Aline Santos, Andrea Mirandola, Belize Leite, Carlisa Andrade, Carolina Ruschel, Caroline Pinheiro, Cláudia Dutra, Clóvis Rocha, Débora Piccini, Denis Gall, Diego Almeida, Douglas Amaral Viecceli, Eduardo Pastro, Fabiane Vicente, Gisele Chagas, Gisele Soares, Ingrid Gregório, Jocemar Pellenz, Juliana Alencar, Juliane Vicente, Karina Fröhlich, Kariny Coleone, Katiúscia Machado, Luan Santos, Malu Kroeff, Matheus Carvalho, Maurício Cruz, Mônica Aires, Rafael Mainel, Roberta de Moraes, Sérgio Cruz, Stela Duarte, Tayane Lopes, Thallys Reis, Thassi Jachstet, Vanessa Rossoni, Vinicius Oliveira, Wallison Andrade e William Sanna.

Para o Peru, a Cláudia Dutra espera que o Andanças leve a alegria dos brasileiros. Nos outros festivais, sempre se destacou pela integração com os outros grupos – então eles também têm uma atenção especial no trato com as outras pessoas. VAI BRASIL!

Foto: Camila da Cunha

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Dá uma olhada nas redes sociais do grupo e no site para acompanhar a história e o sucesso deles no Peru!

* P.S. Num grau maior de dificuldade, pode-se dançar com facões em lugar de bastões.

SOBRE O AUTOR

Ana Szezecinski

Aquela do sobrenome complicado e que usa protetor solar 50. Jornalista.

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