Porto Alegre em Cena abre festival com homenagem à Africa

O festival de teatro internacional mais esperado de Porto Alegre chegou, apesar dos pesares. O espetáculo que abre os trabalhos homenageia as origens do Brasil e muito mais. Confira!

Hoje começa o 25º Porto Alegre Em Cena, o festival de teatro internacional mais esperado de Porto Alegre. Ainda que o estado tenha vários cortes financeiros ao investimento na cultura, parece que o teatro vai bem. Afinal, o ode à Arte Cênica retorna com teatros lotados e grande expectativa pelo público. O espetáculo que abre os trabalhos é o Pan Bras’Afree’Ke Vol.1 – Höröyá. Apesar do nome complicado, é uma das várias peças que faz homenagem às origens do Brasil.

Com mais de 20 peças, sendo 4 delas internacionais, o festival pretende lotar a cidade de arte. Portanto, ele vai acontecer no Teatro do Sesi, no Teatro Renascença, no Teatro São Pedro, na casa noturna Agulha e no Instituto Ling. Além disso, o Porto Alegre em Cena promove encontros entre o público, os artistas e participantes através de oficinas, workshops, debates e residências artísticas. Por fim, conta com projetos como o Inclusão em Cena, que visa o acolhimento ao teatro de jovens de baixa renda.

Com tudo isso, tem mais uma coisa ainda: o Braskem Em Cena. Ao longo de 12 anos fomentando as artes da capital ao premiar grandes artistas, em 2018 conta com 10 indicações para o prêmio.

Indicados
1) A MULHER ARRASTADA 2) CHAPEUZINHO VERMELHO 3) DILÚVIO MA 4) ESPALHEM MINHAS CINZAS NA EURODISNEY 5) HIATO 6) IMOBILHADOS 7) PEQUENO TRABALHO PARA VELHOS PALHAÇOS 8) QUAL A DIFERENÇA ENTRE O CHARME E O FUNK? 9) TEATRO DOS SERES IMAGINÁRIOS 10) VINCENT – OBRA CONTEMPORÂNEA EM DANÇA PERFORMATIVA

Entenda a peça de abertura do Porto Alegre em Cena

 

 

Com ingressos esgotados há um bom tempo, o espetáculo de abertura é de um grupo paulista que faz referência à Guiné. Isso mesmo, o país africano marca presença no conceito do nome: Höröyá. De origem Mandeng, a palavra significa liberdade, autonomia e dignidade. Segundo a justificativa do grupo, o termo dá nome ao grupo instrumental nascido em São Paulo. Este tem o intuito de misturar vertentes musicais que vão do afrobeat ao samba, passando pelo jazz e funk afro-americano.

Além de trazer a ancestralidade dos povos originais da África do Oeste, o show conta bailarinos senegaleses e instrumentos de percussão e sopro. O Pan Bras’Afree’Ke Vol.1, que tem como conceito o movimento Pan Africano, conectando Brasil, Mali, Guiné, Senegal e Burkina Fasso.

SOBRE O AUTOR

Ana Szezecinski

Aquela do sobrenome complicado e que usa protetor solar 50. Jornalista.

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