Blindspot: para quem ama uma boa série criminal

Uma mulher teve seu corpo coberto por tatuagens. Cada uma delas é uma pista para crimes que ainda irão acontecer. Bem-vindo a Blindspot.

Blindspot ou Ponto Cego, em uma tradução livre, é uma série americana de drama criminal. A obra foi criada por Martin Gero e pertence a emissora NBC, a mesma de Friends e This is US. Atualmente, ela possui três temporadas. As duas primeiras já estão no catálogo da Netflix.

Afinal, sobre o que é Blindspot

Então, a série se passa em New York e tudo começa quando uma mala é deixada no meio da Times Square. Um policial acaba encontrando ela, mas ninguém sabe a quem pertence. Acho que você já pode imaginar o que essa junção de mala + EUA + local público deu, né? Sim, o esquadrão antibomba foi chamado. Quando eles estavam prestes a iniciar os procedimentos, eis que saí de dentro da mala uma mulher nua. Por mais bizarro que isso possa parecer, a cena foi até bonita. Parecia uma borboleta saindo de um casulo. Bom, e é assim que Blindspot começa.

O primeiro contato entre Patterson e Jane.

O primeiro contato entre Patterson e Jane.

A tal borboleta é Jane Doe (Jaimie Alexander), uma mulher que teve sua memória completamente apagada. Se já não bastasse isso, seu corpo todo foi tatuado com símbolos e imagens. Uma dessas tatuagens, curiosamente, tinha o nome do agente do FBI, Kurt Weller (Sullivan Stapleton). Por conta disso, Jane é encaminhada ao departamento onde passa por diversos exames.  Ao realizar as análises, os peritos acabam descobrindo que as tatuagens possuem pistas para crimes que ainda irão acontecer. Imagine perder a memória e ver seu corpo se transformar em um mapa do tesouro.

Além disso, Blindspot também mostra a jornada para descobrir a verdadeira identidade de Jane. Enquanto tentam salvar vidas através das tatuagens, os agentes também tentam entender quem fez aquilo e quais seriam os seus motivos. Não demora muito e ela também vai recobrando a memória de algumas coisas. Mas isso só deixa o caso mais misterioso e confuso.

Blindspot é mais do mesmo?

Primeiramente, é importante dizer que eu ainda não terminei a 1ª temporada – vida de universitária, sabe como é. Por conta disso, não sou capaz de dizer se vale a pena continuar assistindo. Mesmo assim, conheço algumas pessoas que já assistiram e falaram que o final da 1ª temporada compensa os episódios monótonos. Agora cabe a você, pequeno gafanhoto, tomar a decisão.

Sim, tem tatuagem ultravioleta também.

Sim, tem tatuagem ultravioleta também.

Fora isso, a série não traz grandes novidades para o gênero. Mas convenhamos, também não precisa ficar exigindo isso. Blindspot tem aquele estilo clássico: aparece um caso misterioso, todo mundo se envolve nele e, no fim, percebem que é algo bem maior do que imaginavam. Se você gosta de séries com pistas e  quebra-cabeças, vai curtir. Quando menos esperar, você vai estar se sentindo um agente do FBI.

Mesmo não trazendo grandes novidades, Blindspot me surpreendeu em outros quesitos. A série traz variedade e força no elenco feminino. O destaque fica para três personagens: Zapata (Audrey Sparza), Patterson (Ashley Johnson) e Bethany Mayfair (Marianne Jean-Baptiste). Todas têm histórias individuais bem desenvolvidas e mostram a diversidade, já que cada uma pertence ao um grupo social diferente. A protagonista também brilha em cena em vários momentos e, ao meu ver, a atriz soube interpretá-la muito bem.

 

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Por fim, eu deixo aqui minha sugestão de maratona para este fim de semana. Eu estou curtindo muito Blindspot, principalmente pelos mistérios em volta das tatuagens. Achei a história bem pensada e ela não se perde ao longo dos episódios, pelo menos até onde assisti. Sem falar que a série também traz um “q” de crítica social. Alguns casos cutucam diretamente a forma como algumas coisas funcionam no governo americano.

Fique agora com o trailer:

SOBRE O AUTOR

Eduarda Toledo

Estudante de Jornalismo, apaixonada por Artes Cênicas e, agora, blogueirinha.

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