“Single Ladies” completa 10 anos: veja o clipe que fez Beyoncé diva

O álbum “I Am… Sasha Fierce” não foi só um dos melhor álbuns pop do século. Com músicas como “Single Ladies” e a proposta de alter-ego, Beyoncé cresceu.

“Single Ladies” completa 10 anos. Sim, já faz uma década que Beyoncé Knowles lançou o álbum “I Am… Sasha Fierce” com uma proposta audaciosa. Mostrar, em um só disco, duas versões de si mesma: Beyoncé e Sasha Fierce. Como terceiro álbum de estúdio, a diva já tinha passado por algumas coisas em sua carreira. Mesmo que valha lembrar que os outros lançados entre 2003 e 2008 são versões de shows ou em espanhol de músicas já lançadas. Ainda que tivesse feito grande sucesso com a girlband Destiny’s Child, consagrar-se na carreira solo não é algo simples para artistas.  E seria tão difícil quanto para Bey caso ela não lançasse o icônico álbum de 2008.

 

Sasha Fierce ou Beyoncé?

De um lado, uma mulher doce. Uma cantora que juntava potência vocal com sensibilidade, capaz de cantar R&B tranquilamente. Com ela, Beyoncé apresentava em suas músicas a versatilidade de uma mulher com sua religião, seu amor e sua desilusão. Neste âmbito, ela apresentou ao mundo Broken-Hearted Girl” , “If I Were a BoyeHalo“. Na estética do clipe, a ideia era majoritariamente em preto e branco ou tons claros.

 

Sasha Fierce, por outro lado, não era nem de perto sensível. A personagem era uma versão muito mais sexy que a Beyoncé apresentada em “Dangerously In Love” (2003) e “B’day” (2007). A pose de destemida, predadora com danças sensuais e muitos carões auxiliaram Bey a consagrar seu alter-ego como uma mulher selvagem. Conforme era dominadora, Sasha não choraria em um vídeo como B fez em “Broken-Hearted Girl”. Ao contrário: ela chamou Lady Gaga para mandar vídeos sensuais em “Videophone”. Inegavelmente a parceria feroz fez com que Gaga a chamasse para envenenar ex-namorados em “Telephone”.

 

 

“Single Ladies” a consagra como diva pop

Acima de tudo, foi a estreia em um colã preto com dança sensual que Knowles e suas dançarinas desbancaram qualquer concorrência. Com letras que falavam sobre seguir em frente, Bey entoava: “Se você gostasse, você deveria ter colocado um anel”. A dança icônica imediatamente viralizou – principalmente em uma época que o Facebook não era tão famoso e o Instagram não existia – no Youtube e milhares de pessoas começaram a reproduzir a coreografia. Afinal, até Joe Jonas, do Jonas Brothers, participou da tendência e apareceu pagando a prenda de uma aposta.

 

 

Assim como a maioria dos clipes icônicos – ou futuramente icônicos como o “Medicina”, de Anitta“Single Ladies” também teve referência. Dessa vez, invés de se basear em Jennifer Lopez, Knowles se baseou em um musical antigo: “Charity, meu amor” (1969). Ainda que a coreografia seja muito mais latina, também tinha três mulheres dançando e reivindicando vida melhor (por assuntos diferentes).

 

 

A maturidade que a artista alcançou a permitiu se jogar no rap, além de defender causas sociais com fôlego. É o caso do álbum de 2016, “Lemonade”. Ainda existe muitas facetas de Beyoncé para ver, a medida que sua história continua. Polêmicas com o casamento com Jay-Z, a gravidez dos filhos e a presença no SuperBowl constroem cada vez mais sua imagem como mulher, artista, mãe e empresária de sucesso. Ela compõe, ao lado do marido, o casal mais poderoso do mundo da música – e também mais rico.

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SOBRE O AUTOR

Ana Szezecinski

Aquela do sobrenome complicado e que usa protetor solar 50. Jornalista.

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