Toc Toc: um filme para você rir do inicio ao fim

Coisas loucas acontecem quando seis pacientes, com diferentes tipos de Toc, se encontram na sala de espera de um psiquiatra.

Toc Toc é um filme espanhol e, como o próprio nome sugere, é uma história sobre pessoas com transtornos obsessivos compulsivos. O longa é uma adaptação da peça francesa de Laurent Baffie e foi lançado em 2017. Atualmente, está disponível no catálogo da Netflix.

Bom, a primeira coisa que você precisa saber é que vai dar boas risadas. Eu não costumo rir muito vendo filmes, mesmo os de comédia, mas nesse caso não consegui me controlar.

A história gira em torno de 6 personagens que possuem diferentes tipos de Toc. Por um acaso do destino ou nem tanto, eles se encontram na sala de espera de um famoso psiquiatra, o Dr. Palomero. Por um erro no sistema, todos acabam sendo agendados para o mesmo dia e horário. Para ajudar ainda mais, o psiquiatra se atrasa e eles se veem obrigados a encarar seus problemas individuais. Rola tipo uma terapia em grupo.

Reunião da távola redonda, ou nem tanto.

Agora tente imaginar uma sala de espera com 6 pessoas com diferentes tipos de fobia. Isso acaba criando situações malucas onde as coisas ficam um pouco fora de controle. Rir é inevitável.

Conhecendo os personagens

Vou começar apresentando os rapazes. Emilio (Paco León) é um motorista de táxi e aritmomaníaco, ou seja, é viciado em números. Tudo ele precisa calcular. Além disso, ele também é acumulador. Já o Federico (Oscar Martínez) possui a Síndrome de Tourette, solta palavrões e faz gestos obscenos sem a sua vontade. Por conta disso, algumas das cenas mais engraçadas do filme são com ele. Por fim, temos o Otto (Adrián Lastra) que possui Toc com as linhas. Sabe aquela brincadeira de não pisar na linha? É como se ele brincasse disso toda a hora.

Otto e Emilio confrontando seus medos.

Agora vamos as meninas. Blanca (Alexandra Jiménez) é auxiliar de laboratório, o que ajuda no seu Toc por limpeza. Ela acha que em todos os lugares tem germes e não consegue encostar em nada. As cenas dela no banheiro do consultório são hilárias. Temos também a Ana María (Rossy de Palma) que possui o Toc de verificação. É só alguém citar alguma coisa relacionada a água, gás ou algo do tipo, que ela fica paranoica achando que esqueceu de desligar alguma coisa (quem nunca né?). Fora isso, ela também tem a mania de ficar fazendo o sinal da cruz. Por fim, temos a Lili (Nuria Herrero) que tem o Toc de repetição, ou seja, ela precisa repetir tudo o que fala. Confesso que isso me deu muita agonia. Até chegava a repetir mentalmente junto com ela.

Acho que nesse imagem fica claro quem é a Blanca.

De TOC e louco todo mundo tem um pouco

Como eu disse antes, o filme me fez rir em vários momentos, mas é aquele tipo de comédia inteligente que nos faz refletir também. É interessante ver como as pessoas que tem Toc lidam com a doença. E se formos analisar, todo mundo tem um pouco de Toc. Mesmo em menor escala. Afinal, quem nunca ficou agoniado por ver um quadro torto ou pirou quando alguém bagunçou algo que estava arrumado?

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O filme passa uma mensagem de compreensão e respeito na dose certa. Mostrando que o primeiro passo é a aceitação do problema de quem o tem e também por parte das pessoas que convivem com o doente.

O que será que eles estavam olhando?

Agora o final, meus amigos, foi surpreendente. Confesso que eu sou um pouco lerda nesse quesito, então talvez você saque antes. Durante o filme algumas coisas me deixaram um pouco incomodada, principalmente na forma como o consultório funcionava, mas no fim tudo se encaixa.

Eu nunca tinha assistindo um filme espanhol e me surpreendi bastante. O elenco é maravilhoso e é incrível ver como cada ator sabe interpretar muito bem o Toc do seu personagem. Sem falar na direção, que conseguiu criar um filme dinâmico em um só ambiente: a sala de estar de um consultório. Eu recomendo muito Toc Toc e deixo o desafio de você tentar desvendar o final durante o filme, eu falhei.

Confira agora o trailer. Não consegui encontrar legendado, mas eu confio no seu entendimento de espanhol.

SOBRE O AUTOR

Eduarda Toledo

Estudante de Jornalismo, apaixonada por Artes Cênicas e, agora, blogueirinha.

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